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Villa Nova receberá o prêmio no dia 25 de setembro em São Paulo
O professor Nilson Augusto Villa Nova, docente do departamento de ciências exatas da ESALQ (Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz”), é o grande vencedor do Prêmio Fundação Bunge 2008. O anúncio foi feito na manhã de ontem, no Tribunal de Justiça de São Paulo, após deliberação de um júri integrado por 39 reitores e presidentes de associações culturais e científicas de todo o Brasil. Villa Nova foi escolhido na categoria Vida e Obra dentro da área agrometeorologia. Os outros premiados foram Paulo Bonfim e Mariana Ianelli, respectivamente em Vida e Obra e Juventude, na parte de literatura, e Genei Dalmago como revelação em agrometeorologia. Para Villa Nova, ser lembrado é uma honra, mas ressalta que justamente num momento como esse é necessário se cultivar a modéstia. "Eu tenho um trabalho de 50 anos na escola, mais voltado nesses últimos tempos para a questão do clima e da meteorologia, mas não existem áreas estanques, todas são interligadas. E eu sempre tive a vantagem de contar com uma equipe de primeira linha que `levanta a bola' para que eu brilhe. Na verdade eu não gosto muito de estrelas, elas são prejudiciais para o conjunto. Prefiro um time bem entrosado, como sempre tive aqui. Eles também merecem esse prêmio, e isso é questão de justiça, não de falsa modéstia", afirma o docente. Formado na turma de 1956 da ESALQ, Villa Nova trabalhou no setor de construção, projetando e montando destilarias de álcool e usinas de açúcar. "Trabalhei numa empresa francesa, a Morlet, e depois montamos a Conger, instalando 20% das usinas de todo o país", lembra. Como professor, ocupou a cadeira de física e meteorologia e sua obra acadêmica aborda também os temas irrigação, evapotranspiração, clima e radiação solar. "Eu privilegio o elemento humano, para mim de nada vale um computador que faz sete milhões de cálculos por segundo se não houver uma pessoa que tome uma decisão certa", conta o professor. Para o diretor da ESALQ, Antonio Roque Dechen, o prêmio "é uma reconhecimento de uma vida dedicada a ciência". A entrega acontece no dia 25 de setembro, à noite, no Palácio dos Bandeirantes. Villa Nova vai receber, além do diploma, R$ 100 mil. "Uma boa parte pretendo usar para ajudar a quem precisa", conta. |
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Decreto institui o Projeto Computador Portátil para Professores
O Decreto 6.504, publicado no Diário Oficial da União de hoje (7), institui o Projeto Computador Portátil para Professores, no âmbito do Programa de Inclusão Digital. O objetivo é promover a inclusão digital de professores ativos da rede pública e privada de educação básica, profissional e superior, nos termos da Lei nº 9.394/1996 (que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional), mediante a aquisição de soluções de informática constituídas de computadores (notebooks), programas de computador (softwares) neles instalados e de suporte e assistência técnica necessários ao seu funcionamento, observadas as definições, especificações e características técnicas mínimas estabelecidas em ato do ministro da Ciência e Tecnologia.
Ao ministro da C&T compete estabelecer as definições, especificações e características técnicas mínimas, observadas as fixadas para o Projeto Cidadão Conectado – Computador para Todos, no prazo máximo de 15 dias, a contar de hoje.
O MCT também vai regulamentar os mecanismos de credenciamento e identificação das soluções de informática que atendam ao disposto no artigo 1º do decreto também no prazo de 15 dias. Também será tarefa do MCT dar publicidade à relação dos fabricantes, indicando as respectivas soluções de informática credenciadas, aptos a firmar contrato com a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) para participar do Projeto Computador Portátil para Professores.
Segundo o texto do decreto, para participar do projeto, o fabricante interessado deverá proceder previamente ao credenciamento das soluções de informática que atendam ao disposto no decreto publicado hoje, junto ao MCT e, posteriormente, firmar contrato com a ECT.
À ECT, compete, entre outras tarefas, disponibilizar meios para a captação, registro, gestão, rastreabilidade e entrega dos pedidos de soluções de informática.
Ao Ministério da Educação, cabe regulamentar, no prazo máximo de 15 dias, a forma de comprovação de que o professor encontra-se habilitado a participar do projeto.
O Projeto Computador Portátil para Professores vigorará segundo o prazo de vigência do Programa de Inclusão Digital instituído pela Lei 11.196/2005, conhecida como Lei do Bem. Na legislação, as disposições de que tratam os artigos 28 e 29 (Programa de Inclusão Digital), vigoram até 31 de dezembro de 2009. |
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Alerta às mudanças climáticas
Por Thiago Romero Agência FAPESP – O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) lança nesta sexta-feira (11/7), em São José dos Campos (SP), o Sistema de Monitoramento e Alerta de Desastres Naturais (Sismaden), uma ferramenta de geoprocessamento para controle, recuperação, armazenamento e processamento de dados ambientais.
O sistema integra dados hidrometeorológicos e informações adicionais necessários para a execução das análises e definição de alertas, de acordo com o risco de ocorrência de desastres naturais provocados por extremos climáticos.
A operação do Sismaden, que tem política de utilização livre e pode ser baixado gratuitamente na internet, disponibiliza o acesso a dados atuais de observação e previsão climática, além de gerar modelos matemáticos para a criação de mapas de risco das áreas observadas.
“Qualquer usuário pode fazer o download do software, configurá-lo em sua máquina, montar uma base de dados e começar a monitorar, em tempo real, uma área geográfica de interesse”, disse Eymar Sampaio Lopes, coordenador do Sismaden e pesquisador da Divisão de Processamento de Imagens do Inpe, à Agência FAPESP.
“Para isso é necessário fazer a associação entre as informações climáticas, como dados sobre chuvas, temperatura e vento, com os mapas fornecidos pelo sistema que representam os planos de riscos aos desastres naturais, como enchentes, deslizamentos de terra, raios, tornados, furacões, tremores de terra e fenômenos de seca”, explicou.
O Sismaden conta com um amplo banco de dados climático elaborado pelo Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC) do Inpe, com informações coletadas em todas as regiões do país, e também pode receber novos dados para a configuração do sistema de acordo com as necessidades de cada usuário.
Um alerta é gerado para cada situação de risco detectada e notificações são emitidas. “Isso ocorre por meio da definição do que chamamos de ‘estado de alerta’, que é dividido em estados de observação, atenção, alerta e alerta máximo, seguindo os padrões de risco utilizados pelos órgãos de defesa civil de todo o mundo. O alerta gerado é enviado para usuários cadastrados por meio de ferramentas como e-mail ou mensagens pelo celular”, disse Lopes.
Os usuários do sistema são divididos em dois grupos: os “operadores do sistema”, que são as organizações que monitoram a possibilidade de ocorrência de desastres naturais; e os “clientes dos alertas”, ou agentes que executam as ações preventivas para a diminuição de perdas no caso da ocorrência de um desastre.
“Essa é a primeira versão no Brasil de um software para o monitoramento on-line e integrado de dados meteorológicos brutos, considerando seus diferentes modelos de análise para a geração de alertas. Outro fator importante é que pessoas leigas também poderão monitorar, por meio do cadastro de um login e senha, as análises climáticas em tempo real disponibilizadas no sistema por outros usuários”, explicou.
Arquitetura de serviços
O desenvolvimento dos modelos de análise do sistema contou com a participação de técnicos do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) e também de pesquisadores vinculados ao Projeto Serra do Mar, um Projeto Temático apoiado pela FAPESP.
O projeto tem o objetivo de promover estudos da previsibilidade de eventos meteorológicos extremos na Serra do Mar, região de importância estratégica para o Estado de São Paulo tanto pelo desenvolvimento sustentável, por abrigar as porções remanescentes da Mata Atlântica, como pelo desenvolvimento econômico favorecido pelas ferrovias, rodovias, dutovias e instalações industriais e portuárias.
Todo o desenvolvimento da base de dados do Sismaden foi realizado sobre a biblioteca TerraLib, tecnologia do Inpe para desenvolvimento de aplicativos geográficos com base no conceito de serviços SOA (Service Oriented Architecture, na sigla em inglês), no qual um serviço tem caráter de funcionalidade independente.
“Os serviços SOA permitem que os usuários adicionem outras funcionalidades ao sistema por meio de diferentes módulos que podem ser construídos e adaptados no software. Nesse caso é possível criar um serviço específico que faça com que todas as medidas de chuva coletadas pontualmente em uma determinada região, por exemplo, se transformem em uma superfície visual ou um mapa de chuvas que serão analisados automaticamente e de maneira periódica pelo sistema de alerta”, disse Lopes.
Mais informações: www.dpi.inpe.br
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Energia solar concentrada
Agência FAPESP – Um dos problemas do uso de energia solar em residências é a quantidade de placas coletoras que precisam ser instaladas, o que influi no tamanho da área de instalação e no custo. Cientistas do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), nos Estados Unidos, acabam de apresentar uma alternativa eficiente e de baixo custo.
A idéia, descrita em artigo publicado na edição de 11 de julho da revista Science, substitui os telhados por janelas, que, além de oferecer vista e claridade, passam a fornecer energia elétrica para uso dos moradores.
O segredo está no uso de um dispositivo chamado concentrador fotovoltaico orgânico, que usa tecnologias desenvolvidas para lasers e diodos emissores de luz. Como a luz é coletada em toda a área da janela e acumulada nas pontas, diminui o uso das caras células solares – os dispositivos semicondutores que transformam luz solar em eletricidade.
Segundo os autores do estudo, dos departamentos de Engenharia Elétrica e Ciência da Computação do MIT, a concentração aumenta em dez vezes a energia gerada por cada célula em relação aos valores normais. Como o sistema tem fabricação simples, os pesquisadores estimam que deverá estar disponível no mercado em até três anos.
Os dispositivos também poderão ser usados em sistemas existentes, com um aumento, de acordo com os pesquisadores, de 50% na eficiência com um pequeno custo.
Diferente dos dispositivos atuais, que usam grandes e caros espelhos, o novo modelo envolve uma mistura de tintas feitas de compostos como o dicianometileno. Ao serem aplicadas em camadas de vidro ou plástico, as tintas agem em conjunto para absorver a luz em uma faixa luminosa. As ondas são então emitidas novamente em comprimento de onda diferente e transportadas pelo painel para os coletores nas bordas.
“O projeto utiliza design inovador para alcançar alta conversão solar. Os resultados demonstram a importância crítica de pesquisa básica inovativa para trazer avanços na utilização da energia solar com baixo custo”, disse Aravinda Kini, gerente do Escritório de Ciências Energéticas Básicas do Departamento de Energia do governo norte-americano.
O artigo High-Efficiency organic solar concentrators for photovoltaics, de Michael Currie e outros, pode ser lido por assinantes da Science em www.sciencemag.org |
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Abertas inscrições para curso de extensão sobre “Sistema Integrado de Gestão aplicado ao setor agropecuário” na Unesp de Botucatu
A Faculdade de Ciências Agronômicas da Unesp está oferecendo a primeira edição do curso de extensão universitária “Sistema Integrado de Gestão aplicado ao setor agropecuário: normas de qualidade, meio ambiente, saúde e segurança do trabalho e responsabilidade sócio-ambiental”.
O curso tem o objetivo de difundir e atualizar conhecimentos e técnicas de trabalho, baseados nas normas ISO 9001, ISO 14001, OHSAS 18001 e NBR 16001, de planejamento, execução, verificação e ação com vistas à conformidade da qualidade, ambiental, de saúde e segurança do trabalho, bem como, de responsabilidade social das empresas do setor agropecuário.
Direcionado a alunos de graduação, pós-graduação e profissionais, o curso vai oferecer 30 vagas e será dividido em três módulos: 1) apresentação, conceitos e características básicas de sistemas e normatização e sistemas e normas de garantia da qualidade aplicáveis ao setor agropecuário; 2) sistemas e normas de meio ambiente e responsabilidade social aplicáveis ao setor agropecuário e 3) sistemas e normas de saúde e segurança do trabalho aplicáveis ao setor agropecuário e visita técnica a uma empresa agropecuária.
A idéia do curso nasceu a partir da palestra do tecnólogo Carlos Fasolim Júnior, diretor-presidente da Fasolim Consultorias em Sistema de Gestão, realizada no dia 17 de junho na FCA, com o tema “Sistema Integrado de Gestão e os futuros profissionais da área agrícola”.
Realizada no anfiteatro da central de aulas da Fazenda Experimental Lageado, a conferência fez parte do ciclo de palestras Relações Institucionais Inerentes ao Meio Ambiente, coordenado pelos professores Izabel de Carvalho e Luiz César Ribas, do Departamento de Gestão e Tecnologia Agroindustrial da FCA.
Fasolim Júnior será o facilitador do novo curso de extensão que será coordenado pelo Grupo de Estudos e Projetos em Sistema Integrado de Gestão (GEP-SIG). A iniciativa tem o apoio institucional da Faculdade de Ciências Agronômicas (FCA); Fundação de Estudos e Pesquisas Agrícolas e Florestais (Fepaf) e Comissão do Meio Ambiente da Ordem dos Advogados do Brasil, subsecção de Botucatu.
O curso de extensão acontece a partir de 22 de agosto e terá carga horária de 36 horas, com aulas as sextas-feiras e sábados.
Informações e inscrições na Fepaf, pelos telefones (14) 3882-6300 ou 3882-7373. |
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Aluno Esalq conquista 1º duplo diploma
Plenamente realizado pela conquista e, também, satisfeito por descobrir que hoje deseja trabalhar na área de comércio internacional de biocombustíveis, Rodrigo Mendes Guizoni, primeiro brasileiro a obter dupla diplomação em Engenharia Agronômica, retorna ao Brasil após temporada de estudos na França. Os diplomas, concedidos pela Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” (USP/ESALQ), e pelo Institut Polytechnique LaSalle Beauvais, são resultado do Convênio Acadêmico Brasil França, firmado entre as duas instituições de ensino superior em 2005.
Guizoni permaneceu naquele país por 2 anos, após ter cursado um conjunto de disciplinas na ESALQ. Na França, cursou disciplinas e estágios, e defendeu um trabalho de conclusão de curso (Mémoire de fin d'études) na área de produção de bioenergia, usando uma gramínea, o Miscanthus.
Ao retornar da França, o acadêmico declarou à professora Maria Lucia Carneiro Vieira, coordenadora do convênio, estar muito feliz pela oportunidade concedida a ele, destacando que a formação recebida na ESALQ foi sólida e essencial para seguir seus estudos na França. Da mesma forma, é muito grato à CAPES, órgão que financiou sua estadia no país europeu.
Em seu relato à professora salientou, ainda, que as aulas práticas e os estágios em laboratórios se caracterizaram como as principais vantagens de ter estudado na ESALQ, enquanto na França, após receber a formação técnica, aprendeu a trabalhar em equipe e a gerenciar pessoas. O “engenheiro” francês é um profissional mais especializado do que aquele formado no Brasil, sendo responsável por lançar idéias e gerenciar grupos e pessoas. “ Quem dá o caráter interdisciplinar e complementar ao trabalho é a equipe e não o indivíduo. A formação é mais humanística e voltada para os interesses da sociedade”, explicou Guizoni.
Segundo ele, a França está preocupada em “resolver a equação”: agricultura, ambiente e energia. A agricultura se faz em pequenas propriedades, é altamente tecnificada, já que o custo da mão de obra é elevado. Os jovens, filhos de produtores, retornam habitualmente às propriedades para ajudar no plantio e na colheita. A produtividade das lavouras é alta e o governo subsidia os custos de produção para garantir o produto francês, derivado da agricultura, no mercado.
Por fim, Guizoni revelou que a experiência internacional resultou em amadurecimento profissional e, por esse motivo, retornará à França para cursar o mestrado profissionalizante. O curso envolve a Escola Politécnica da USP, além de escolas de outros seis países, e é ofertado por ParisTech, uma associação que integra dez das mais prestigiadas Escolas Superiores de Engenharia de Paris. Além de ser o primeiro brasileiro a obter dupla diplomação, Guizoni é o primeiro Engenheiro Agrônomo admitido neste mestrado, que será custeado plenamente pela Fundação Renault.
Após transmitir à diretoria da ESALQ o relato de Guizoni, a coordenadora do convênio, declara que este trabalho é fruto de uma equipe que reúne o Serviço de Graduação (SVG) e a Seção de Atividades Internacionais (SCAInt) da ESALQ, além de contar com o apoio financeiro da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), além do suporte de professores e pessoal administrativo das escolas francesas. “Tem sido gratificante coordenar estes programas de intercâmbio com a França. São muitos os ganhos acadêmicos e as vantagens que estes profissionais com dois diplomas terão na disputa por vagas no mercado, e este é o nosso maior triunfo!”, ressalta Maria Lucia.
A coordenadora do convênio lembra ainda que, do lado francês, Marie-Anne Flandin, do Institut Superieur d’Agriculture Rhone-Alpes, em Lyon, e Isabelle Tritsch, da École Superieure d’Agriculture de Purpan, em Toulouse, são as primeiras francesas a obter o diploma de Engenheiro Agrônomo pela ESALQ e, até dezembro deste ano, juntamente com outros seis estudantes brasileiros e um estudante francês, todos receberão o duplo diploma.
Alicia Nascimento Aguiar
Esalq www.esalq.usp.br |
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